Enfermagem

Histórico

Desde o início dos tempos, em todo o mundo, em todos os povos, existem relatos que atestam a existência do tratamento de pessoas enfermas bem como da existência de locais específicos para acomodar essas pessoas. Nesse tempo, os religiosos que lideravam e ofereciam apoio espiritual aos seus povos é que exerciam a Medicina e prestavam o cuidado aos seus doentes.

Com o advento do Cristianismo, a maior revolução social de todos os tempos, todos os cidadãos eram estimulados a praticar caridade e a cuidar do próximo. Desde o início, os pobres e enfermos eram objeto de cuidados especiais por parte da Igreja.

Com a evolução das práticas de saúde, foram-se definindo os papéis. Alguns estudiosos especializaram-se nas doenças, anatomofisiologia, farmacologia, exercendo assim a Medicina. Paralelo a isso surgia a figura responsável pelo cuidado direto ao enfermo, administrando o remédio, trocando curativo, cuidando da higiene, oferecendo alimentação e apoio ao doente, o profissional de enfermagem, que, na sua origem, associa-se a atividade eminentemente feminina.

Durante muito tempo, a profissão enfermagem ficou enclausurada nos hospitais religiosos e permaneceu empírica e desarticulada. A prática da enfermagem tornou-se indigna e sem atrativo já que, na maioria das vezes, era exercida pela casta inferior e por mulheres de padrões morais duvidosos para a época. Esta fase perdurou até que alguns movimentos reformadores promovidos por iniciativas religiosas e sociais iniciam a melhora das condições dos hospitais.

A Enfermagem Moderna surge no Século XIX com a Revolução Industrial, o avanço da Medicina favorece também a reorganização dos Hospitais e a enfermagem passa a atuar com pessoas preparadas científica e tecnicamente para prestar o cuidado ao doente.

É nesse cenário que surge a figura de Florence Nigthingale. Nascida na Itália possuía inteligência incomum, tenacidade, perseverança e um grande senso de amor ao próximo. Optou pela enfermagem e dedicou-se a essas atividades nas Irmandades Católicas. Em 1849 decide servir a Deus, trabalha por um tempo com as diaconisas na Alemanha e para completar seus conhecimentos visita o Hospital de Dublin, dirigido pelas Irmãs de Misericórdia, Ordem Católica das Enfermeiras, que havia sido fundada 20 anos antes.

Quando é deflagrada a Guerra da Criméia em 1854, Florence é voluntária, com mais algumas mulheres, para cuidar dos soldados feridos. Obteve resultados acima do esperado para a época e ficou conhecida como a “Dama da Lâmpada”, porque utilizava esse objeto para cuidar dos enfermos à noite. A lâmpada acesa tornou-se o símbolo da Enfermagem.

Após a Guerra, Florence fundou uma Escola de Enfermagem na Inglaterra que se tornou modelo para as demais Escolas estabelecidas posteriormente.

No Brasil, no mesmo período, temos Anna Nery que na Guerra do Paraguai desempenhou papel fundamental no cuidado dos feridos de guerra. Foi homenageada por seu desempenho e abnegação. A primeira Escola de Enfermagem fundada no Brasil recebeu seu nome.

Atualmente, o profissional de enfermagem aprofunda seus conhecimentos científicos, tecnológicos e humanísticos desenvolvendo suas atividades, primando pelo “cuidar do ser humano”. Possui a capacidade de conhecer e intervir em problemas e situações de saúde/doença prevalentes. Está capacitado a atuar com senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania, como promoção coadjuvante na saúde integral do ser humano.

“Os procedimentos, os métodos, as metodologias e as técnicas inerentes ao exercício de cuidar das pessoas (como indivíduos ou grupos – sadios, doentes expostos a riscos de adoecer e morrer) constituem o eixo nuclear do saber do Enfermeiro” (CHRISTÓFARO, 1993).

A Universidade Católica de Pelotas (UCPEL), desde a década de 60 tem demonstrado preocupação com a assistência á saúde da população da Região Sul do Estado. Oferecendo os cursos de Medicina, de Farmácia, de Psicologia, de Serviço Social e de Fisioterapia, além de outros, nas diversas áreas do conhecimento humano, em seus Centros de ensino.

Com a idéia dar continuidade na formação e qualificação de profissionais da equipe de saúde, buscando ampliar essa prestação de serviços, criou-se o Curso de Enfermagem no primeiro semestre de 2006, obtendo seu reconhecimento pelo Ministério da Educação em 2008. Atualmente com duração de 10 semestres o curso apresenta uma proposta curricular em acordo com as Diretrizes Curriculares estabelecidas pelo Ministério da Educação para os cursos de Graduação em Enfermagem. Durante o curso o aluno tem a oportunidade de atuar em diversos cenários de prática do profissional Enfermeiro.
O curso pretende formar um enfermeiro capaz de influenciar na construção de novos paradigmas de saúde, através de conhecimentos próprios, embasados no cuidado humano integral, para atuar nas áreas de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, no processo saúde-doença do ser humano, família e comunidades compromissadas eticamente com o próprio crescimento pessoal e social, na busca de uma melhor qualidade de vida.

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