Medicina da UCPel conta com nova liga acadêmica


918  6 de agosto de 2020

O curso de Medicina da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) aprovou, esta semana, a criação da Liga Acadêmica Multidisciplinar em Cuidados Paliativos (LAMCP). O objetivo é promover o conhecimento científico e humano interdisciplinar aos estudantes da área da saúde no que diz respeito à avaliação e ao controle de sintomas físicos, psicossociais e espirituais de pacientes com doenças ameaçadoras da vida.

A estudante da UCPel e vice-presidente da LAMCP, Michelle Fontana, conta que a motivação veio a partir do acompanhamento do trabalho da professora Marina Borba, cuja atividade é voltada aos cuidados paliativos. “Tivemos a oportunidade de conhecer e vivenciar essa experiência e, assim, surgiu uma vontade imensa de mostrar para a comunidade acadêmica o quão lindo é esse trabalho”, comenta.

Apesar do vínculo com o curso de Medicina, a liga é considerada multidisciplinar, agregando os demais cursos da saúde, como Enfermagem, Psicologia, Odontologia e Fisioterapia. “Os cuidados paliativos não se fazem somente com a área médica. Portanto, quando for aberta a seleção para membros, os alunos desses cursos poderão participar”, diz Michelle.

As atividades da Liga Acadêmica Multidisciplinar em Cuidados Paliativos para 2020 se encontram em planejamento. Durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os processos devem ser adaptados para o formato remoto. É possível adiantar que uma parceria com a Federação Internacional das Associações dos Estudantes de Medicina do Brasil (IFMSA) está sendo firmada e uma conta no Instagram (@lamcp_ucpel) já foi criada para divulgar as ações da liga.

 

O que são cuidados paliativos?

Uma das intenções da LAMCP é desmistificar o conceito que algumas pessoas têm a respeito dos cuidados paliativos. Primeiramente, configuram como a assistência oferecida a pacientes que se encontram em fase final de uma doença grave e avançada. Esta etapa costuma ser realizada quando o tratamento deixa de apresentar resultados.

Muitas vezes, os cuidados paliativos são rejeitados porque a família do paciente acredita que seja perder as esperanças. O atendimento é focado na pessoa, trazendo dignidade e qualidade para seus derradeiros dias. O suporte pode incluir controle de sintomas, reuniões familiares, cuidado espiritual, substituição temporária, home care e até mesmo ajudar no processo de luto, junto aos familiares.

 

Redação: Max Cirne

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